Eis aqui algumas verdades…

… algumas explicações e alguma verborragia, também.

Quando criei esse blog, não sabia muito bem o que queria. Era uma mistura de blog pessoal com blog literário de resenhas, sem pretensão alguma. Mas andei criando coragem — a alimento três vezes ao dia, solto suas correntes de vez em quando e a deixo brincar lá fora — e resolvi que era a hora de tentar algo sério de verdade. Porque das outras vezes também era sério, mas não exatamente de verdade.
Explico: Eu escrevo desde que me entendo por gente. Gosto de contar histórias e quero compartilhar isso com outras pessoas, mas dessa vez, de forma um pouco mais profissional do que em um simples blog aleatório sem propósito. Entretanto, sou tímida, tenho alguns probleminhas com auto-estima (que estão se resolvendo aos poucos) e tenho medo de me expor mais do que estou acostumada. “O que vão pensar? Será que vão ler, será que vão gostar? Será que o que eu faço é minimamente bom?” São dúvidas e inseguranças que acredito que sempre terei se não tentar, se não der o primeiro passo. 

Em alguns momentos de arrogância, leio alguma coisa publicada e penso “Ei, eu posso fazer isso. Posso fazer até melhor que isso”; mas logo esse sentimento é engolido pela percepção que aquilo foi publicado por alguém que tentou, que reuniu coragem e foi.
Quando temos hoje a possibilidade de publicação independente, do uso de plataformas como blogs, sites e canais no Youtube como base para exibir seu conteúdo e participar desse universo, o que estou fazendo, perdendo tanto tempo nessa autossabotagem? 

Não sou  inocente a ponto de pensar que é fácil; ser reconhecido ou viver apenas de literatura no Brasil não seria uma realidade para mim (nem para a maioria dos que desejam, infelizmente), mas mesmo assim, me sentiria realizada apenas pelo fato de concluir uma etapa dessa ideia enclausurada. Descobri que escrevendo primeiramente para mim mesma, serei mais sincera, e então, talvez encontre alguém que se identifique e aprecie isso. Quanto à exposição, é impossível não existir quando se escreve; é intrínseca. Cada palavra, cada vírgula, já é um pedaço do autor e eu decidi que afinal, vou mesmo me dividir com os outros.

E é por isso que o “descativando” vai ser um blog só com textos autorais e pessoais e as resenhas ficarão no Terceiras Impressões, que vai servir como um canal de interação nesse meio.

“Todos temos uma grande necessidade de aceitação. Mas você deve acreditar que suas crenças são únicas, são suas, mesmo que os outros a achem estranhas, impopulares. Mesmo que falem: Isso é ruim. Robert Frost disse: Duas estradas divergiam na floresta e eu, eu tomei a menos movimentada, e isso fez toda a diferença”.

 – Sociedade dos Poetas Mortos

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